França proíbe inseticidas para preservar abelhas

(Foto: Pixabay)

A partir deste sábado (1º), está proibido o uso de cinco inseticidas derivados da nicotina,  em espaços abertos na França, considerados responsáveis pela morte de colônias de  abelhas.

A Lei da Biodiversidade, aprovada em 2016, é mais severa do que a adotada, atualmente, pela União Europeia (UE) e proíbe os inseticidas imidacloprid, clotianidina, tiametoxam, tiaclopride e acetammiprida. Os três primeiros também serão proibidos na UE a partir de dezembro.

Os neonicotinoides, como são chamados os inseticidas com nicotina, estão entre os mais usados do mundo para matar com pulgões e outras pragas em videiras, árvores frutíferas e campos de plantação.

Segundo ambientalistas, as substâncias químicas enfraquecem o sistema imunológico, perturbam a orientação e comprometem a fertilidade das abelhas. Em grandes concentrações, podem matá-las.

Dependência química

Outro estudo revelou que as abelhas podem virar dependentes químicas de agrotóxicos, assim como humanos ficam viciados em substâncias, como a nicotina.

Durante 10 dias, pesquisadores colocaram variedade de comedouros com néctar, contendo um inseticida e outros sem nenhum tipo de agrotóxico. As abelhas visitaram mais os comedouros com neonicotinóide e continuaram a visitar os locais expostos aos agrotóxicos mesmo com os pesquisadores mudando o local do comedouro. O que indicaria que elas são capazes de alterar o seu comportamento para continuar se alimentando.

** Com informações do Deutsche Welle e Revista Exame