Fundo global investe na preservação de espécies no Brasil

(Foto: Jorge Cardoso/ MMA)

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou a Estratégia Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, também conhecido como projeto Pró-Espécies, uma iniciativa que visa combater a extinção da fauna e flora nacionais.

Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), a iniciativa recebeu US$ 13,4 milhões, cerca de R$50 milhões, que serão distribuídos em, pelo menos, 12 áreas-chaves de 13 estados (MA, BA, PA, AM, TO, GO, SC, PR, RS, MG, SP, RJ e ES), totalizando 9 milhões de hectares. A expectativa do governo é que, até 2022, sejam tomadas medidas para proteção de todas as espécies ameaçadas do país.

Com duração prevista de quatro anos, o GEF Pró-Espécies vai atuar na prevenção, conservação, manejo e gestão para minimizar as ameaças e o risco de extinção de espécies, integrando União, estados e municípios na implementação de políticas públicas.

Das 141 culturas agrícolas do Brasil, 85 dependem da polinização por animais, na maioria insetos. Parte das espécies da flora estudadas detalhadamente é usada pela indústria de medicamentos e cosméticos. Cerca de 245 espécies compõem a fórmula de diversos produtos.

O Brasil é considerado o mais megadiverso do mundo, com mais de 163 mil espécies conhecidas, sendo que 3.286 são consideradas ameaçadas. Além dessas, o Pró Espécies tem como alvo principal 290 espécies criticamente ameaçadas de extinção e não protegidas por qualquer medida de conservação, que vivem em 12 áreas da Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pampa.

Pica-pau, cachorro e anta estão entre as 2.775 espécies ameaçadas beneficiadas. A lista  inclui espécies da fauna, como macacos, felinos, tamanduás, tatus e veados, e da flora, como o jequitibá-rosa e o jacarandá-da-Bahia.

Além do Pró-Espécies, o governo também lançou os projetos Paisagens Sustentáveis da Amazônia e o GEF-Terrestre, resultados de acordos de cooperação técnica com instituições nacionais e internacionais. Os três acordos juntos preveem repasses no valor total de US$ 106,3 milhões.

Os projetos são fundamentais para que o Brasil cumpra as metas internacionais de conservação de espécies. Entre elas, as Metas de Aichi, contidas no Plano Estratégico de Biodiversidade para o período de 2011 a 2020, proposto pelos países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

** Com informações do MMA