Reino Unido quer proibir pesticidas prejudiciais às abelhas

(Foto: Pixabay)

Reportagem do jornal The Guardian revelou que o Reino Unido apoiará a proibição total de pesticidas prejudiciais a insetos polinizadores, como as abelhas, na Europa.

A decisão atual do governo britânico é baseada em estudos recentes, que constataram que os neonicotinóides contaminam o meio ambiente e prejudicam as colônias de abelhas.

Em 2013, a Comissão Europeia proibiu o uso de três tipos de inseticidas neonicotinóides em culturas florestais. Naquela época, o Reino Unido se posicionou a favor dessas substâncias por não ter evidências suficientes do impacto dos inseticidas no declínio dos polinizadores.

De acordo com indicadores oficiais, nos últimos 30 anos, 49% das espécies de abelhas entraram em extinção. Apenas na Alemanha, 75% das abelhas desapareceram em 25 anos.

Os insetos polinizadores são fundamentais para manter o equilíbrio do meio ambiente e para a produção de alimentos. Ao jornal The Guardian, o secretário do meio ambiente do Reino Unido, Michael Gove, explicou que “os polinizadores contribuem entre 400 milhões e 680 milhões de libras a cada ano para a produtividade agrícola [do Reino Unido], beneficiando tanto o rendimento quanto a qualidade das culturas. Por exemplo, os produtores de maçãs de gala já estão gastando 5,7 milhões de libras ao ano para fazer o trabalho que os polinizadores naturais deveriam estar fazendo”.

As evidências dos malefícios do neonicotinóides aos polinizadores se intensificaram a partir de 2013, quando estudos revelaram os danos as populações de abelhas e a contaminação mundial do mel pelo inseticida. A Comissão Europeia propôs a proibição do uso de neonicotinóides em culturas que não florescem. A legislação deve ser votada em dezembro.

** Com informações do The Guardian