Embrapa apresenta diretrizes para o manejo e conservação do solo e da água

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(Foto: Freepik)

Para deter os processos de degradação dos solos, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO estabeleceu, em 2012, a Aliança Mundial para os Solos – AMS (“Global Soil Partnership – GSP”), que tem como principal órgão consultivo o Painel Técnico Intergovernamental em Solos, de sigla ITPS em inglês. Maria de Lourdes Mendonça é a representante do Brasil e da América Latina e Caribe no ITPS, desde 2013, estando hoje em seu segundo mandato.

O conhecimento e a aplicação das boas práticas de manejo e conservação dos solos agrícolas garantem aumento na disponibilidade de água de qualidade em bacias hidrográficas e nos ciclos biogeoquímicos da terra que, por sua vez, contribuem para a produção sustentável de alimentos e serviços ambientais diversos. É o que se chama gestão integrada do solo e da água, fundamental e estratégica para a produção agrícola sustentável.

A gestão da matéria orgânica do solo, a melhoria da infiltração de água e sua porosidade, além de tecnologias de gestão eficiente da irrigação ajudam a melhorar a produtividade e as condições de saúde do solo. O segundo passo desse processo envolve as políticas públicas e legislações que devem estimular o produtor na aplicação das boas práticas de manejo sustentável dos recursos solo e água em suas propriedades.

“No momento em que a disponibilidade de água passa a ocupar destaque em todos os meios, mais uma vez a conservação de solo é algo a ser considerado. Produzir água de qualidade também é um atributo da agricultura. Mas a produção e a qualidade da água dependem fundamentalmente do sistema de manejo de solo utilizado. Além disso, a degradação do solo também contribui de forma decisiva para o aumento da quantidade de gases de efeito estufa que são emitidos para atmosfera”.

“Assim, o aumento do teor de matéria orgânica do solo, a rotação de culturas e outras práticas de manejo adequadas proporcionam melhoria da qualidade solo, o que aumenta a produtividade agrícola e a mitigação de gases de efeito estufa, garantindo segurança alimentar e mais qualidade de vida para a população”.

“Sabe-se que os solos com alto teor de matéria orgânica são mais férteis e produtivos e atuam na purificação da água, além de serem fonte de biodiversidade. Por outro lado, quando o solo é mal manejado ou degradado (situação que atinge um terço dos solos no mundo!), o carbono sequestrado e outros gases de efeito estufa são deliberados de volta para a atmosfera, contribuindo para o aquecimento global”, adianta a pesquisadora Maria de Lourdes, da Embrapa Maranhão.