Empresas brasileiras pedem implementação do Acordo de Paris

(Foto: Pixabay)

O vice-presidente Hamilton Mourão disse que empresários de diversos setores da economia pediram que o Brasil implemente o Acordo de Paris, reduza o desmatamento e implemente o mercado de crédito de carbono.

À frente do Conselho da Amazônia, Mourão fez reuniões na quinta (9) e na sexta-feira (10) com investidores estrangeiros e brasileiros, para explicar as ações adotadas para preservação da Amazônia, diante das críticas à política ambiental da atual gestão.

“Todos eles [empresários] colocam a questão de temos que ter uma meta de desmatamento. Temos que reduzir o desmatamento ao mínimo aceitável e, obviamente, as pessoas precisam entender que não se pode mais desmatar”, disse o vice-presidente.

“Hoje, para mim, é uma leviandade chegar e dizer que vou cortar em 50% o desmatamento se não tenho meios para dizer isso hoje. Eu prefiro que a gente consiga terminar o nosso planejamento e dizer que, daqui até 2022, a cada semestre vamos reduzir em X por cento até chegarmos no ponto aceitável”, completou.

Desde o mês passado, fundos e empresários registraram enviaram cartas ao governo, em que alertam sobre os impactos do aumento do desmatamento e das queimadas aos negócios no país.

Segundo os executivos, o desmatamento de 1 hectare na Amazônia custa de R$ 800,00 a R$ 2 mil, dependendo da densidade arbórea da mata. Se considerar os 9,2 mil km² (920 mil hectares) desmatados em 2019, o custo do desmatamento ilegal variou de R$ 740 milhões a R$ 1,8 bilhão.

Há ainda um elevado potencial de negócios não totalmente dimensionado da floresta em pé. Estudo publicado ano passado pela revista Perspectives in Ecology and Conservation e endossado por mais de 407 cientistas brasileiros, apontou que os 270 milhões de hectares de vegetação nativa preservados em propriedades rurais rendem ao Brasil R$ 6 trilhões ao ano em serviços ecossistêmicos, como polinização, controle de pragas, segurança hídrica, produção de chuvas e qualidade do solo.