2015: o ano em que o carvão entrou em decadência

(Foto: Cristiano Costa/ Greenpeace)

Estudo do Greenpeace mostra que, em 2015, a queima de carvão foi pelo menos 2% menor que no ano passado. O movimento foi puxado principalmente pela China, que está apostando em fontes renováveis.

Pela primeira vez na História se registra queda no consumo de carvão, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. Entre janeiro e setembro de 2015, o consumo de carvão caiu entre 2,3% e 4,6%  segundo estudo do Greenpeace Internacional.

A China – responsável por cerca de metade da demanda mundial do mineral – reduziu o consumo. Todo ano, cerca de 1,2 milhões chineses morrem devido à má qualidade do ar. A utilização de carvão na China caiu mais de 4% nos nove primeiros meses deste ano. E as importações  diminuíram 31%. Como a demanda por eletricidade não parou de crescer, a solução foi supri-la com instalações de usinas com fontes renováveis. Um instituto ligado ao governo chinês prevê uma eliminação gradual do carvão até 2050 e uma matriz com 50% de fontes renováveis, como solar e eólica até 2030.

Para que o aquecimento global não passe dos 2º C, a queima do carvão precisa cair pelo menos 4% a cada ano, até 2040.

Saiba mais no site do Greenpeace.