Bons ventos: China aumenta investimento em eólicos internacionais

(Foto: Pixabay)

Os investimentos da China em mercados internacionais de energia eólica ultrapassaram US$ 11 bilhões apenas na Europa e na Austrália, revela nova pesquisa do Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia (IEEFA).

Entre 2003 e 2017, a maioria dos investimentos estrangeiros em energia da China no Sudeste Asiático foi para projetos hidroelétricos (US$ 45 bilhões) e carvão (US$ 12 bilhões), quantias significativamente maiores do que o investimento eólico na União Europeia (US$ 6,8 bilhões) e na Austrália. (US$ 5 bilhões).

Ano passado, os investimentos da China em totalizaram US$ 44 bilhões, acima dos US$ 32 bilhões em 2016. aumentaram como resultado da iniciativa “Um Cinturão, Uma Rota”, mas a maioria deles não está nos países da iniciativa.

“A liderança internacional da China em setores de baixas emissões está inteiramente alinhada com os esforços para aumentar sua influência econômica global”, explica Simon Nicholas, analista de energia do IEEFA.

O relatório da IEEFA observa que enquanto o investimento chinês em energia eólica e solar vai muito além da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota para os países desenvolvidos, a China continua a construir projetos de energia movida a carvão, que permanece alta dentro das nações que integram a iniciativa e em outros países em desenvolvimento.

O investimento chinês em energia em outros países no período entre 2003 a 2017 foi dominado pela energia hídrica e a carvão, com as energias eólica e solar surgindo mais recentemente.  Em 2017, o governo chinês começou a reestruturar seu setor de geração de energia em um esforço para reduzir a dependência do carvão e exportar a tecnologia de energia renovável.