Especialistas defendem uso de energia renovável no Brasil

(Foto: Pixabay)

Representantes do setor de energia renovável apresentaram aos deputados da Comissão de Minas e Energia da Câmara suas demandas para manter o crescimento dessas matrizes no país.

O assunto foi discutido em audiência pública da Subcomissão de Fontes Renováveis de Energia e Biocombustíveis, que pretende propor projetos de lei e PECs para ampliar o mercado de fontes renováveis.

O diretor-técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Sandro Yamamoto, destacou que a fonte eólica é hoje a segunda em capacidade instalada, perdendo para a hidrelétrica. 

“O Brasil foi o oitavo país do mundo em capacidade instalada, no fim de 2018. Em 2019, o Brasil foi o quinto país que mais instalou energia eólica no mundo”, informou.

O diretor disse ainda que a energia eólica contribui para a regularização fundiária no Nordeste.

A energia solar representa apenas 1,4% na matriz energética brasileira e abastece cerca de 170 mil residências. Para o coordenador do grupo de trabalho de geração distribuída da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Guilherme Susteras, a fonte representa uma oportunidade de crescimento. Mas o grande desafio é conseguir investimentos e acesso ao capital. 

Em relação às hidrelétricas, o representante da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas (Abrapch), Sevan Naves, afirmou que “o Brasil não usa bem 20%, mesmo sendo o terceiro em potencial mundial”.

Naves ressaltou que as energias alternativas não concorrem entre si, mas são complementares. Para ele, a complementaridade ideal se dá entre as fontes hidráulica e solar. “A solar gera energia das 8h às 16h. Enquanto isso a hidro acumula água para gerar no horário de pico, das 16h às 21h”, explicou.

** Com informações da Agência Câmara de Notícias