Hidrelétricas perderão espaço para energia solar e eólica até 2030

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O Plano Decenal de Expansão de Energia, lançado pelo Ministério de Minas e Energia, prevê que as energias solar e eólica terão mais espaço na matriz energética nacional nos próximos 10 anos.

O plano prevê que a capacidade de energia solar aumentará quatro vezes e será responsável por 8% da eletricidade disponível no Brasil. A eólica deve aumentar de 9% para 16% da capacidade instalada no país. As usinas térmicas abastecidas com gás natural sairão de 7% para 14% do total da energia gerada no país.

Em contrapartida, as usinas hidrelétricas deixarão de responder por 58% da capacidade e passará a ser responsável por 42% do total. O governo pretende construir mais 10 usinas até 2029, mas por serem de pequeno e médio porte, a participação deste tipo de matriz tende a cair.

Em relação aos parques, o governo prevê a contratação de mais de 21.000 MW em energia eólica, no período. Para energia solar, serão contratados outros 7.000 MW.

Na energia nuclear, o governo espera que Angra 3 entre em operação em janeiro de 2026. A construção da usina está parada e sem previsão de retorno das obras. Por conta dessa situação, o governo não prevê oficialmente a construção de nenhuma nova usina nuclear nos próximos dez anos.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, com o novo plano, 80% da geração de energia elétrica brasileira terá origem renovável.