Estados adotam medidas para prevenir e combater avanço do óleo

Contenção de óleo no Ceará (Foto: Ibama)

Governantes de estados e cidades no litoral brasileiro começam a adotar medidas preventivas e de combate para evitar que outras praias e rios sejam afetados pelo óleo, que atinge o Nordeste.

O Ceará iniciou a instalação de barreiras para a contenção da substância com o mesmo método utilizado em Brumadinho (MG). Uma aba especial de rede foi fixada no fundo do mar e correntes foram adicionadas em baixo para que funcione como uma espécie de âncora.

A manta tem de três a quatro metros de profundidade para segurar o óleo, que pode penetrar até meio metro de profundidade na água.

As redes estão na foz do Rio Jaguaribe, em Fortim, em três partes para não interromper a navegabilidade na área. O equipamento possui 1,2 mil metros de extensão.

Segundo o Ibama, dos 28 pontos atingidos no Ceará, 11 ainda apresentam manchas ou fragmentos de petróleo. Aproximadamente, 11 toneladas da substância foram retiradas do Ceará.

Em São Paulo, o governo deve intensificar o treinamento de servidores municipais para saber como proceder em acidentes ambientais.

Último balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nesta segunda (11), constatou que o número de praias, rios, ilhas e mangues atingidos por óleo chegou a 494.

Pelo menos 111 municípios dos nove estados do Nordeste e do Espírito Santo foram afetados. De acordo com o levantamento, 195 dos 494 locais não tiveram reincidência do material.

** Com informações do UOL e Estadão