Estados nordestinos decretam emergência e agem para conter petróleo

(Foto: Adema)

O governador da Bahia, João Leão, decretou estado de emergência para liberar recursos e combater os efeitos das manchas de óleo que atingem o litoral. 

Leão afirmou que a verba será utilizada para comprar todos os materiais necessários para conter e recolher o óleo. As manchas recolhidas serão enviadas à Petrobras.

Seis municípios receberão o dinheiro: Lauro de Freitas, Camaçari, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra. Salvador e Mata de São João, apesar de também serem afetados, não vão receber os recursos, por não estarem em situação de emergência.

Até o momento, 25 pontos de contaminação  estão distribuídos nestas cidades. Último balanço da prefeitura de Salvador constatou que, pelo menos, 36 quilos foram recolhidos nas praias locais.

Em Sergipe, a Justiça Federal notificou o governo federal da decisão de iniciar medidas de proteção aos rios estaduais para conter o óleo. 

Com a notificação de emergência, o Governo Federal não precisa fazer licitação para comprar os equipamentos. A multa, em caso de descumprimento, é de R$ 100 mil por dia. Mais de 100 toneladas de óleo já foram retiradas das praias no estado.

Barris da Shell foram encontrados na praia da Formosa (SE). A empresa afirmou que o conteúdo dos tambores são lubrificantes para embarcações e não tem relação com o óleo nas praias.

Na região Nordeste, ao menos, 150 praias foram afetadas. Até esta segunda-feira, foram recolhidas 198,5 toneladas de borra de petróleo pelas equipes do Ibama, ICMBio e agentes estaduais e municipais. 

Segundo a Marinha e a Polícia Federal, o material pode ter sido descartado no mar por um “navio fantasma”, embarcação clandestina que faz o contrabando de petróleo. Estudos feitos por pesquisadores indicam que a origem das manchas de óleo está no alto-mar a 400 km da costa.

** Com informações do G1 e da Folha de S.Paulo