Florestas secas e úmidas seguem caminhos opostos durante a regeneração

(Foto: Pixabay)

Florestas tropicais desmatadas para dar lugar a campos agrícolas e pastagens podem se regenerar uma vez que tais atividades sejam abandonadas, conclui novo estudo publicado na revista Nature Ecology and Evolution.

Como as espécies têm evolução de crescimento diferentes, essas mudanças também alteram a composição de espécies ao longo do tempo. Tal descoberta implica em uma mudança de paradigma:

“Nossas conclusões sugerem que a restauração de florestas em áreas com estação seca intensa deve priorizar o plantio de espécies com densidade alta da madeira (madeira dura), porque elas terão maiores chances de sobrevivência no período seco. Nas florestas úmidas é diferente, uma mistura de espécies de madeira leve e dura podem ser plantadas porque não há limitação de disponibilidade de água. Neste caso, as espécies de madeira leve crescerão rápido e formarão um dossel que abrigará as espécies de crescimento lento e madeira dura que por sua vez dominarão a floresta no longo prazo”, pontua o professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Pedro Brancalion, coautor do estudo.

Os pesquisadores analisaram 50 localidades na América Latina. Segundo o estudo, entender como a regeneração funciona é crucial para melhorar as práticas de restauração de florestas e para selecionar as espécies mais adequadas.

** Com informações da ESALQ/USP