Futuro da Amazônia e novo fundo de financiamento são assuntos na ONU

(Foto: Wikimedia Commons)

O presidente da França, Emmanuel Macron, liderou a principal reunião sobre o futuro da Amazônia, durante a Cúpula do Clima na Assembleia Geral da ONU.

O francês alega que as florestas tropicais estão desaparecendo rapidamente e que as queimadas têm aumentado. Ele ainda anunciou a destinação de US$ 500 milhões em ajuda financeira para proteção de florestas tropicais, inclusive a Amazônia. Os recursos são do Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a ONG Conservação Internacional.

Macron criticou a ausência do governo brasileiro na reunião e disse que o Brasil “não está levando a sério os critérios” do Fundo Amazônia. Para a chanceler alemã, Angela Merkel, os investidores da floresta devem estabelecer uma metodologia para garantir resultados.

O governador do Amazonas, Wilson Lima, defendeu na ONU os investimentos estrangeiros na região para conciliar a exploração econômica com preservação ambiental. 

Os governadores do Mato Grosso, Mauro Mendes; do Acre, Gladson Camelli; e Wilson Miranda, do Amazonas, também participaram da reunião. 

As autoridades brasileiras tentam reverter decisões do governo brasileiro que levaram à suspensão dos repasses ao Fundo Amazônia por parte da Noruega e Alemanha. Atualmente, o Fundo é o principal meio de captação de verbas internacionais para o financiamento de projetos de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento. 

O Banco Mundial quer desenvolver, em parceria com Alemanha e França, um fundo para financiar projetos que promovam o avanço de ações de regularização fundiária na Amazônia.

Novo fundo de investimento

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou a criação de novo fundo internacional de captação de recursos para o desenvolvimento da Amazônia. A iniciativa será oficialmente apresentada em novembro.

Segundo Salles, a iniciativa é desenvolvida pelo governo federal com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e receberá fundos governamentais e do setor privado. O novo fundo substituirá o Fundo Amazônia.

Salles está nos Estados Unidos para melhorar a imagem do Brasil sobre suas políticas ambientais. Para o ministro, a Assembleia da ONU é um momento propício para demonstrar como os investimentos serão utilizados.

Também serão apresentadas ações para a implementação de uma agenda de bioeconomia, como medidas de regularização ambiental, pagamento por serviços ambientais e zoneamento econômico ecológico.

** Com informações do jornal O Globo e do Canal Rural