Gestão do MMA é insustentável, afirmam ex-ministros do Meio Ambiente

(Foto: Reprodução Twitter Observatório do Clima)

Os ex-ministros do Meio Ambiente, Rubens Ricupero, José Carlos Carvalho, Marina Silva, Carlos Minc, Izabella Teixeira, José Sarney Filho e Edson Duarte, classificam as medidas socioambientais do governo Bolsonaro como uma “afronta à Constituição”.

Eles divulgaram uma carta aberta durante reunião, na Universidade de São Paulo (USP), para avaliar a política ambiental brasileira.

Eles acusam a atual gestão no Ministério do Meio Ambiente de comprometer a imagem e credibilidade internacionais do Brasil. As medidas desmontam a governança socioambiental ao esvaziar a capacidade de formular e implementar políticas públicas do Ministério, com o fim da Agência Nacional das Águas, a transferência do Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura, a extinção da secretaria de mudanças climáticas e as ameaças às áreas protegidas e aos órgãos de fiscalização, enfatiza o texto.

“Se eu tivesse uma palavra para analisar essa curta gestão, eu diria que é insustentável”, diz Carlos Minc.

Os ex-ministros também criticaram a falta de diretrizes objetivas sobre as mudanças climáticas, o risco real de aumento do desmatamento descontrolado da Amazônia, o afrouxamento do licenciamento ambiental e alertam contra os ataques ao Código Florestal, sete anos após a criação da legislação.

O atual ministro do MMA, Ricardo Salles, publicou em seu Twitter uma nota em que contesta os pontos levantados pelos ex-ministros:

** Com informações do G1