Manchas de óleo chegam a mais de 1 mil pontos do litoral

(Foto: Ibama/ Sergipe)

De 30 de agosto a 21 de janeiro, as manchas de óleo atingiram 1.004 localidades no litoral do Nordeste, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, informa o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).

De acordo com o levantamento, 570 praias estão limpas e 434 pontos ainda possuem com fragmentos de óleo esparsos.

Em novembro, o Ibama mudou a metodologia da contagem de praias atingidas para setores menores para facilitar a identificação e a mobilização das equipes de limpeza.

Com a alteração, se uma faixa de areia de 10 km tiver registro de óleo em toda a sua extensão, serão registrados 10 pontos com fragmentos.

A origem das manchas de óleo ainda é desconhecida. A marinha investiga o desastre ambiental em três linhas de investigação: afundamentos recentes ou antigos navios; derramamento intencional ou acidental; e descarte irregular de tambores de óleo.

Em novembro, a Polícia Federal apontou o navio grego Boubolina como suspeito pelo derramamento de óleo. A petroleira grega Delta Tankers, dona da embarcação, negou o envolvimento com o vazamento de óleo e disse que possui dados e documentos como prova.

No mês seguinte, o coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), Pedro Alberto Bignelli, afirmou que os órgãos ambientais descartaram as hipóteses de que o responsável pelo desastre tenha sido o Boubolina e de que houve o naufrágio de uma embarcação. 

Até o momento, a Marinha não forneceu mais informações sobre as investigações.

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