Manchas de óleo diminuem e MP entra com ação contra o governo federal

(Foto: Adema/ Governo de Sergipe)

O vazamento de óleo, que se espalhou no litoral nordestino, diminuiu nas últimas 24 horas e poucas praias receberam mais substâncias. Mas a Marinha não descarta a possibilidade de aparecer mais resíduos na região.

Segundo a força-tarefa de limpeza, mais de 200 toneladas de resíduos contaminados já foram recolhidas no Nordeste desde o aparecimento do óleo. A substância já atingiu 166 áreas nos nove estados da região e, ao menos, 12 unidades de conservação do país.

Na Bahia, a “quantidade de óleo que chegou às praias diminuiu sensivelmente” desde a última sexta-feira (11), de acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

No total, oito cidades e 32 praias foram contaminadas em todo o estado desde segunda (14) e mais de 50 toneladas foram recolhidas em quatro municípios.

Em Sergipe, 17 praias, que juntas somam 197 quilômetros, tiveram reincidência após serem limpas. De acordo com a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), apenas na capital, 231 toneladas já foram recolhidas de setembro até a manhã desta terça.

Foram registradas novas manchas nas praias da: Coroa do Meio, Artistas, Atalaia, Aruana, Refúgio e Viral, em Aracaju, além de Pacatuba, Pirambu, Jatobá, Porto, Atalaia Nova e Praia da Costa, no litoral Norte.

A descontaminação das praias em toda a Região Nordeste segue sem perspectiva de ser finalizada.

Ação Pública

Os Ministérios Públicos Federal e da Bahia ingressaram com uma ação civil pública contra o governo federal e o Ibama pela “omissão” na demora para combater o avanço do óleo e “das consequências e riscos ambientais” do vazamento.

Na ação, os órgãos solicitam à Justiça que determine a adoção de medidas de contenção, recolhimento e destinação do material poluente. E pedem que as medidas emergenciais sejam iniciadas em até 24 horas.

Entre as medidas estão a instalação de barreiras de contenção para controlar a expansão das manchas de óleo e a biorremediação, técnica que acelera o processo de biodegradação natural.

“Há uma omissão contundente do Ibama, e consequentemente do Ministério do Meio Ambiente, que age de forma retardada, tão somente providenciando a mitigação do dano já existente”, disseram, a procuradora da República, Vanessa Previtera, e o promotor de Justiça, Oto Almeida Júnior, autores da ação, em nota enviada à imprensa.

** Com informações da Agência Brasil e do G1