Manejo sustentável pode salvar a Amazônia das queimadas

floresta pegando fogo, queimadas
(Foto: Pixabay)

O uso planejado e sustentável da terra pode minimizar drasticamente a degradação florestal na Amazônia provocada pelo aumento de incêndios. Esta é a conclusão do estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com o Centro de Pesquisa e Monitoramento de Desastres (Cemaden) e as universidades de Exeter (Reino Unido) e de Estocolmo (Suécia). 

De acordo com o estudo, as futuras conversões de floresta para usos agropastoris não manejados adequadamente podem causar um aumento de mais de 70% na extensão de áreas com alta probabilidade de fogo no final deste século em relação aos padrões observados.

Este cenário inclui, por exemplo, a redução da efetividade das áreas protegidas, a pavimentação de novas rodovias e o aumento do desmatamento. 

“Se continuarmos removendo a cobertura florestal na Amazônia, estaremos potencializando a probabilidade de degradação das florestas remanescentes, com consequências para a estabilidade dos estoques de carbono e serviços ambientais”, diz Marisa Fonseca, pesquisadora de pós-doutorado no INPE e principal autora do estudo.

Os resultados indicam que mais de 1 milhão de km² em terras indígenas ou áreas protegidas estariam sujeitas a uma maior probabilidade de ocorrência de incêndios florestais, ameaçando tanto os ecossistemas quanto as populações humanas nessas áreas. A adoção de medidas destinadas a reduzir o desmatamento e as emissões de GEE, no entanto, pode reduzir significativamente a probabilidade de incêndios florestais, mesmo com a intensificação das secas na Amazônia no final do século.

Para alcançar o nível de mudanças considerado no cenário otimista do estudo, um esforço coordenado pela sociedade civil, governo e especialistas é fundamental, dizem os cientistas.

** Fonte: Inpe