Ministro do Meio Ambiente admite que Fundo Amazônia pode acabar

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
(Foto: Reprodução/ Facebook Ricardo Salles)

Após uma reunião com representantes da Noruega e da Alemanha, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o Fundo Amazônia pode ser extinto.

O impasse sobre o financiamento, mantido pelos dois países europeus, é motivado pela decisão do governo brasileiro de alterar as regras para usar os recursos. Uma das propostas é usar a verba para indenizar proprietários rurais em unidades de conservação.

Salles afirmou que, apesar da possibilidade, a expectativa é continuar o diálogo com “mais dedicação e maior sinergia entre os diversos envolvidos”. As negociações devem durar mais duas semanas.

A polêmica teve início em maio, quando o ministro disse ter encontrado evidências de má gestão dos recursos em projetos financiados e que pretendia alterar o funcionamento do Fundo, como aumentar o número de representantes do governo no conselho que define a aplicação do financiamento.

No mesmo mês, o presidente Jair Bolsonaro sancionou um decreto que encerra as atividades de vários órgãos colegiados. Entre eles, dois conselhos estavam ligados ao Fundo Amazônia.

“Foi uma surpresa para nós a extinção do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa) e do comitê técnico. Temos a oportunidade para chegar a uma conclusão que é boa para todos nós”, disse o embaixador norueguês Nils Gunneng.

O Fundo Amazônia é considerado o principal mecanismo internacional de financiamento para ajudar na redução das emissões de gases de efeito estufa causadas pelo desmatamento e pela degradação florestal. Atualmente, o fundo tem em carteira 103 projetos, no valor total de aproximadamente R$ 1,9 bilhão.

** Com informações da Folha de S.Paulo