Ministro do Meio Ambiente propõe reduzir preservação da Amazônia

Foto - Divulgação/ Ministério do Meio Ambiente

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) enviou um ofício ao Ministério da Economia em que pede que as metas de diminuir o desmatamento e os incêndios ilegais em 90% em todo o país sejam desconsideradas.

Os objetivos estão inclusos no Plano Plurianual (PPA) aprovado pelo Congresso para serem realizados pelo governo até 2023.

No documento obtido pelo jornal  O Estado de S.Paulo, o MMA quer que a nova meta seja de 390 mil hectares de vegetação nativa na Amazônia, cerca de um terço da área desmatada na floresta entre agosto de 2018 e julho de 2019. A nova proposta também acaba com as metas para os outros biomas, mas o documento não informou novos objetivos.

Segundo o secretário-executivo da pasta, Luís Biagioni, que assinou o ofício, o MMA não conseguiria atingir a meta do PPA, porque ainda é preciso implantar ações com órgão de governos estaduais e do governo federal.

“Considerando todo o contexto que abarcou também a elaboração do Planejamento Estratégico do MMA verificou-se que a meta disposta no PPA 2020/2023 não poderia ser alcançada, no período proposto, dada a necessidade de implementação de todos os eixos do novo Plano, em especial, em razão da demanda da participação de tantos outros envolvidos no âmbito federal e estadual”, explicou o ministério na nota.

O Estadão informou que a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, negou o pedido do MMA por considerar insuficiente os parâmetros de preservação apresentados.

“Tem-se que a meta proposta para o combate ao desmatamento e incêndio florestal no País objetiva proteger 0,07% da cobertura florestal amazônica com um projeto piloto de pagamento de serviços ambientais da floresta. Dessa maneira, acreditamos que o Programa Floresta+ é relevante, porém insuficiente”, destaca a nota.