Máfia utiliza Facebook para tráfico de animais

(Foto: Reprodução)

A ONG de proteção aos animais Traffic denunciou em relatório que máfias da Malásia estão utilizando o Facebook para fazer tráfico ilegal de animais de espécies protegidas. Durante cinco meses, a organização rastreou 14 grupos, pela rede social, que vendiam mais de 300 animais selvagens para serem animais de estimação, como ursos-do-sol e gibões.

De acordo com o documento nomeado “Enfrentar o tráfico: Uma avaliação rápida sobre o uso do Facebook para o comércio de vida selvagem na península da Malásia”, das 80 espécies identificadas durante a compra ou venda, mais da metade é formada por animais protegidos pelas leis de conservação da vida selvagem do país, e 25 têm o amparo da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES, em inglês)

Em nota, a diretora de programa no Sudeste Asiático da Traffic, Kanitha Krishnasamy, afirmou que “o crescimento das redes sociais parece ter permitido a criação de um próspero mercado de animais selvagens como animais de estimação que não existia previamente na Malásia”.

Segundo o relatório, os grupos no Facebook eram compostos por mais de 68 mil membros ativos e foram identificados 106 vendedores.

Medidas

A ONG alertou a empresa de Mark Zuckerberg sobre as suas descobertas e desde então, o Facebook colabora com a organização para buscar soluções práticas e prevenir o uso da rede para atividades ilegais.

Para a analista da ONG, Sarah Stoner, “A capacidade das redes sociais para pôr em contato, traficantes e compradores de maneira rápida, barata e anônima é uma preocupação para as agências de segurança e protetoras de vida selvagem”, afirmou.

A Traffic também reportou às autoridades locais. Segundo o diretor do grupo de Execução do Departamento de Parques Nacionais e Vida Selagem da Península da Malásia, Hasnan Yusop, medidas foram tomadas para enfrentar o problema, “incluindo a colaboração com outras agências de segurança para deter o comércio ilegal de vida selvagem no Facebook”.

** Com informações do G1