Navio grego não é responsável por óleo no litoral, diz Ibama

(Foto: Instituto do Meio Ambiente/ Divulgação)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e o Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima) haviam rejeitado o relatório da Polícia Federal sobre os suspeitos de derramar petróleo no litoral brasileiro. A declaração foi dada a deputados durante depoimentos a CPI do Óleo, que investiga o desastre ambiental na Câmara.

O documento embasou a Operação Mácula, deflagrada em novembro e que cumpriu mandados de busca e apreensão em empresas, para coletar documentos que auxiliassem no esclarecimento dos fatos.

O coordenador-geral do Cenima, Pedro Alberto Bignelli, afirmou que os órgãos ambientais descartaram as hipóteses de que o responsável pelo desastre tenha sido o Boubolina e de que houve o naufrágio de uma embarcação. 

Para Bignelli, o desastre é resultado de “um acidente realmente com um navio pirata, desconhecido”.

A empresa HEX Tecnologias Geoespaciais foi a responsável por detectar a presença do navio grego através de imagens de satélite.

Segundo o Ibama, a HEX tentou garantir mais dinheiro pela informação sobre o navio grego, baseada em imagens de satélite consideradas inconsistentes e frágeis pelo órgão ambiental, que se recusou pagar o preço pedido. A HEX, então, repassou a informação à Polícia Federal.

Sobre o cumprimento do Plano Nacional de Contingência (PNC), a coordenadora de Prevenção e Gestão de Riscos Ambientais do Ibama, Cristiane de Oliveira, afirmou que o derramamento de óleo no litoral brasileiro foi um acidente inédito no mundo e que, por isso, as técnicas previstas em protocolos existentes não foram eficientes, o que exigiu novas práticas.

Desde o dia 30 de agosto, quando os fragmentos de óleo começaram a aparecer na costa brasileira, 966 pontos do litoral foram atingidos em cerca de 129 municípios do Nordeste, Espírito Santo e Rio de Janeiro, segundo último boletim do Ibama.

** Com informações da Agência Câmara de Notícias