Nova York processa petroleiras por acelerar o aquecimento global

(Foto: Pixabay)

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, está processando as petroleiras BP, Chevron, Conoco Phillips, Exxon Mobil e Royal Dutch Shell em bilhões de dólares pela sua contribuição aos danos causados na mudança climática.

Segundo De Blasio, as companhias se beneficiaram de “maneira horrível e nociva” com a extração de combustíveis fósseis, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Além do processo bilionário, o prefeito pressiona os fundos de pensão da cidade para retirar os investimentos em combustíveis fósseis, que possuem US$5 bilhões em ativos de empresas no setor.

Para que isso aconteça, entretanto, os curadores dos cinco maiores fundos de pensão da cidade precisam aprovar a proposta apresentada pelo governo municipal.

“Neste litígio, a cidade procura transferir os custos da proteção contra os impactos das mudanças climáticas para as empresas que fizeram quase todo o possível para criar essa ameaça existencial”, diz o documento apresentado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Manhattan.

“Nova York está defendendo as gerações futuras e o nosso planeta. Lutamos pela nossa sobrevivência e não podemos contar que outros farão isso por nós”, disse De Blasio, mencionando o furacão Sandy, que deixou 40 mortos, em 2012, e custou US$42 bilhões ao estado.

Com o processo, Nova York se une a São Francisco e Oakland, que entraram com uma ação similar em setembro do ano passado contra as mesmas empresas. Até o momento, nenhuma cidade teve êxito ao processor por danos causados pelas mudanças climáticas.

Procurada por jornalistas, a Shell afirmou que “as mudanças climáticas são um desafio social complexo, que deve ser abordado por políticas governamentais sólidas e mudanças culturais para a adoção de práticas de baixa emissão de carbono por empresas e consumidores, não nos tribunais”.

A Chevron desqualificou o processo, caracterizando-o como “factualmente e legalmente desprovido de mérito”. Já a Conoco Phillips e BP não quiseram comentar a questão.

** Com informações do jornal Valor Econômico e do UOL