O tempo vai fechar no G20

(Foto: Bundesregierung/ Kugler)

Em um clima de discórdia internacional e incertezas, as 20 maiores economias do mundo, o G20, se reúnem na cidade alemã de Hamburgo nesta sexta (07) e sábado (08). As manifestações de ontem mostram que não será um encontro tranquilo entre os líderes mundiais.

Se depender da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o encontro terá uma discussão acalorada sobre o clima, pautada pela a decisão do presidente americano Donald Trump de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris.

Nas últimas semanas, a alemã se mostrou pessimista sobre a possibilidade das metas climáticas não serem atingidas. Porém, reafirmou o compromisso da Alemanha com o meio ambiente. “Nós iremos e devemos enfrentar esse desafio existencial. Não podemos e nem esperamos até que todas as pessoas do mundo possam estar convencidas das mudanças climáticas por meio de evidências científicas”, disse.

Esta é a primeira vez que as nações se reúnem para debater o Acordo de Paris após o anúncio americano. O assunto deve deixar os Estados Unidos sozinho no lado oposto da mesa. Os europeus ganharam dois aliados de peso: China e Rússia, que se manifestaram diversas vezes a favor do tratado, considerado irreversível e inegociável.

“Vemos o Acordo de Paris como uma base segura para a regulamentação climática de longo prazo fundada na lei internacional, e queremos fazer uma contribuição abrangente à sua implementação”, disse o presidente russo Vladimir Putin ao diário comercial alemão Handelsblatt.

Segundo o diretor da Climate Action Network, Wael Hmaidan, outro foco de atenção da cúpula será a Arábia Saudita, que pode mudar de lado após o acordo realizado recentemente com os Estados Unidos.

“A Arábia Saudita é uma aliada próxima dos EUA, tendo recentemente assinado um acordo armamentista com o governo Trump. É importante ver como isso vai afetar o posicionamento deles quanto à mudança climática”, lembra o diretor em entrevista a Deutsche Welle (DW).

Para especialistas, é essencial que os países do G20 criem acordos que relacionem o desenvolvimento econômico e a regulação financeira com medidas efetivas para alcanças as metas do Acordo de Paris.

** Com informações da Deutsche Welle e do diário alemão Handelsblatt