Óleo continua a avançar e prejudica ecossistema local

(Foto: João Arthur/ Projeto Tamar)

Os resíduos de óleo continuam a se espalhar pelo litoral do Nordeste e a danificar o ecossistema local. Veja a abaixo o que está acontecendo na região:

Rio Grande do Norte:

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) encontraram óleo nos parranchos de Pirangi do Sul, um conjunto de recifes de coral que formam piscinas naturais com água transparente.

O material foi encontrado nas camadas superficiais e internas dos corais. De acordo com a pesquisadora Patrícia Eichler, professora visitante de geologia na UFRN e que comandou o estudo, o óleo pode impedir trocas gasosas e provocar alterações no pH essencial para a vida no local. “É um impacto ambiental violento”, explica.

Os pesquisadores ainda não sabem se os resíduos nos corais são os mesmos que estão na costa do Nordeste desde agosto.

Pernambuco

O óleo atingiu as praias do Pilar, em Itamaracá, e de Pau Amarelo, em Paulista, ambas no Litoral Norte de Pernambuco. Itamaracá é a décima cidade atingida pelo resíduo, desde que ele reapareceu no estado. 

O governo de Pernambuco estima que, nos últimos sete dias, 958 substâncias foram recolhidas das praias.

A partir desta quinta (24), as denúncias de óleo no litoral pernambucano podem ser feitas pelo telefone 185, central que funciona na Capitania dos Portos, no Recife, 24 horas por dia.

Alagoas

Novo levantamento do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente constatou o crescimento de 30 para 40 pontos atingidos em 13 municípios de Alagoas. Até o momento, 533 toneladas de óleo e areia já foram retiradas das praias.

Em Porto de Pedras, o petróleo destruiu mais de 1 mil ostras, um grande prejuízo para os produtores locais.

Bahia

Cerca de 16 mil pescadores foram afetados direta ou indiretamente pelo óleo que chegou nas regiões de Salvador, Itaparica, Vera Cruz e praias do Litoral Norte.

Apenas em Salvador, agentes da Empresa de Limpeza Urbana retiraram 104 toneladas e 800 quilos de óleo das praias desde o último dia 10. Em todo o estado, pelo menos, 49 áreas foram impactadas.

O comerciante Marcio Freitas estima que, por causa da substância, o negócio caiu de 60 a 70%.

** Com informações do UOL e G1