Óleo reaparece no litoral do Nordeste e contenção é desafio

(Foto: Governo de Sergipe)

A crise no litoral do Nordeste ganhou um novo capítulo. Nesta quinta (17), uma mancha de, aproximadamente, 200 metros de extensão atingiu o litoral do Alagoas.

O Ibama estima que o volume é o maior a chegar ao litoral alagoano desde setembro e há vários pontos da praia com o material, incluindo o município de Porto de Pedras, onde há um santuário do peixe-boi, espécie ameaçada de extinção.

Na costa do Rio Grande do Norte, a Marinha encontrou um tambor da Shell com 200 litros de óleo fechado. O tonel foi encontrado durante uma inspeção de rotina pelos militares para o monitoramento das manchas de óleo.

Em nota, a Shell informou que o barril é de Omala G 220, um tipo de lubrificante e que não descartou o barril no mar. A empresa acredita que o barril tenha sido descartado por terceiros.

Em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado, o presidente do Ibama, Eduardo Bim, disse que identificar e recolher os resíduos o mais rápido possível são a prioridade dos órgãos federais, estaduais e municipais. 

Ele ressaltou que o desastre é inédito no mundo e que é um desafio conter os resíduos, já que as ações previstas no Plano Nacional de Contingência não se aplicam à atual situação.

Segundo o chefe do Estado Maior do Comando de Operações Navais e almirante, Alexandre Rabello de Faria, apesar do óleo ter traços venezuelanos, não é possível afirmar como e nem por quem foi derramado.

Último balanço do Ibama registrou 167 praias contaminadas, em 72 municípios do Nordeste. Desde o dia 12 de setembro, a Petrobras já recolheu mais de 200 toneladas de resíduos oleosos em praias do Nordeste. Cerca de 1.700 agentes estão envolvidos nas operações.

** Com informações do UOL, G1 e Época Negócios