ONU acredita que Brasil pode produzir 10 bi de litros de etanol de segunda geração até 2025

(Foto: Reprodução)

Para cumprir os compromissos firmados na 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), o Brasil precisa diminuir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025.

Segundo um relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), órgão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), uma saída está em investimentos na ampliação de biocombustíveis derivados da cana-de-açúcar na matriz energética brasileira, como o etanol de segunda geração.

De acordo com o documento Second generation biofuel markets: state of play, trade and developing country perspectives, publicado em fevereiro que contou com a participação da Universidade de São Paulo (USP), a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) e a Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), o país tem capacidade para produzir 10 bilhões de litros de etanol de segunda geração até 2025.

Nesta edição o documento se concentra em analisar como as oportunidades de mercado surgidas com o aumento da produção de biocombustíveis de segunda geração podem ser capitalizadas por países em desenvolvimento interessados em se engajar no setor para cumprir os compromissos firmados na COP 21, promovendo ainda transferência de tecnologia.

Para atingir a marca de 10 bilhões até 2025, diz o relatório, o Brasil precisa avançar na moagem de cana e na modernização e integração das produções de etanol de primeira e segunda geração nas usinas existentes. Também é necessária a construção de novas unidades exclusivamente voltadas ao biocombustível celulósico.

Com a modernização de 81 plantas em operação, cuja capacidade de moagem somada alcança 275 milhões de toneladas de cana por ano, seriam produzidos 5 bilhões de litros até 2025. Os 5 bilhões restantes viriam de acréscimos de 100 milhões de toneladas de cana na moagem por parte de 80% das empresas do setor, que levariam à produção de 1,5 bilhão de litros, e da produção nas novas unidades, que, segundo o relatório, responderiam pela produção de 3,5 bilhões.

A íntegra do relatório Second generation biofuel markets: state of play, trade and developing country perspectives está disponível para download em unctad.org/en/PublicationsLibrary/ditcted2015d8_en.pdf.

** Com informações da agência Fapesp