Organizações assinam acordo climático de Glasgow

(Foto: Divulgação)

Mais de 80 organizações não-governamentais de todo o mundo assinaram o Acordo de Glasgow, em que assumem o compromisso de criar planos nacionais para limitar o aumento da temperatura global em 1,5°C até 2030.

Construído durante 2020, o movimento pressupõe a necessidade de cortar coletivamente as emissões de gases de efeito estufa por meio de uma estrutura política de justiça climática.

No acordo, as organizações afirmam que os países desenvolvidos e a indústria de combustíveis fósseis criaram uma ilusão climática, enquanto etapas decisivas eram adiadas e as emissões de gases de efeito estufa podiam continuar aumentando.

“Os principais arranjos institucionais sobre mudanças climáticas, nomeadamente o Protocolo de Quioto e o Acordo de Paris, não produziram a redução das emissões globais de gases de efeito estufa necessária para travar os piores impactos das mudanças climáticas”, diz o texto.

“Este poderoso movimento pela justiça climática precisa de ferramentas novas e fortalecidas para lidar com estas contradições fundamentais e para reverter a narrativa global da impotência institucional, transformando-a em poder social que possa trazer consigo uma mudança duradoura”.

Ao assinar o Acordo de Glasgow, as organizações e movimentos sociais assumem seis compromissos:

– O quadro político para os cortes necessários e ação climática será o da justiça climática

– Tomar em suas próprias mãos a necessidade de cortar coletivamente as emissões de gases de efeito estufa e manter os combustíveis fósseis no solo

– A produção de um inventário dos principais sectores, como infra-estrutura e projetos futuros.

– A produção de uma agenda climática territorial a partir do inventário

– Que a não cooperação política e econômica, bem como a intervenção não violenta, em particular a desobediência civil, são as principais ferramentas para o cumprimento do Acordo de Glasgow

– Apoie um ao outro e coordene – para definir suas próprias estratégias e táticas locais e nacionais sobre como implementar a agenda climática e solicitar o apoio de outras organizações membros do Acordo de Glasgow

Três meses após a assinatura do Acordo de Glasgow, os membros terão produzido seu primeiro inventário nacional dos principais emissores de gases de efeito estufa e futuros projetos que aumentem as emissões, a fim de criar a agenda climática correspondente.

Apenas quatro organizações brasileiras assinaram o tratado. São elas: COESUS – Santa Catarina, Sextas-feiras para o Futuro Brasil, Fundação Arayara e Movimento Baia Viva.