Parlamentares reduzem unidades de conservação na Amazônia

(Foto: Pixabay)

Na noite desta terça-feira (16), deputados aprovaram as Medidas Provisórias 756 e 758, que reduzem as unidades de conservação da Floresta Amazônica no estado do Pará.

Criticada por ambientalistas, as emendas colocam em risco mais de um milhão de hectares de florestas protegidas, o equivalente a mais da metade do território de Sergipe.

Durante a votação, parlamentares ambientalistas protestaram contra a MP com um cartaz “Amazônia pede socorro! #nenhumhectareamenos”.

(Foto: Reprodução/ Twitter ISA)

Cerca de 130 organizações e entidades ambientalistas, indígenas, de direitos humanos e do campo se uniram em resistência contra as medidas do governo Temer e da bancada ruralista e lançaram uma carta pública convocando a sociedade a aderir ao movimento.

“Em meio ao caos político que assola o país, a bancada do agronegócio e o núcleo central do governo federal fazem avançar, de forma organizada e em tempo recorde, um pacote de medidas que inclui violações a direitos humanos, “normalização” do crime ambiental e promoção do caos fundiário”, afirma a carta.

“Tais medidas produzirão um retrocesso sem precedentes em todo o sistema de proteção ambiental, de populações tradicionais e dos trabalhadores do campo, deixando o país na iminência de ver perdidas importantes conquistas da sociedade ocorridas no período democrático brasileiro”, complementa.

Com a aprovação, a tendência é que a taxa de desmatamento seja impulsionada, afastando o país do cumprimento das metas assumidas no Acordo de Paris e na convenção da biodiversidade, além de aumentar a concentração fundiária, as disputas de terra e enfraquecer o licenciamento ambiental.

As Medidas Provisórias seguem para o plenário do Senado. Caso referendados pelos senadores, as MPs vão para a sanção do presidente Michel Temer.