Pesquisadores acreditam que mancha de óleo surgiu a 700 km

(Foto: Instituto do Meio Ambiente/ Divulgação)

A origem do óleo no litoral do Nordeste pode estar a 700 quilômetros da costa entre Sergipe e Alagoas, aponta estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Feito a pedido da Marinha, o estudo do engenheiro Luiz Landau e do oceanógrafo Luiz Paulo Assad utilizou um modelo matemático reverso que simula as ações das correntes marinhas no Atlântico e o transporte que elas efetuam das manchas de óleo para rastrear a possível origem do óleo.

O estudo é preliminar e os pesquisadores preveem que novas análises ainda podem determinar a origem do vazamento.

Uma análise de imagens de satélite feita pelo Ibama não localizou manchas de óleo na superfície do oceano. O resultado reforça a teoria de que o óleo está submerso e através das correntes marinhas, chega a costa, o que dificulta a localização da origem do vazamento. 

Nesta semana, o óleo voltou a aparecer em locais onde as manchas já haviam sumido. Ao todo, 187 localidades da região foram atingidas e, ao menos, 12 unidades de conservação do país.

Omissão

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta sexta-feira (18), uma ação coletiva entre os noves estados nordestinos. O processo pede que a Justiça Federal adote, em 24h, um plano de emergência sobre a situação. 

Para o MPF, a União está sendo omissa ao não adotar medidas eficientes na região, devido a gravidade da situação e das consequências ao meio ambiente. A multa diária pedida, em caso de descumprimento, é de R$ 1 milhão.

** Com informações do G1