Poços da Bacia do Amazonas estão contaminados com altos níveis de arsênio

Foto - Divulgação/ Ministério do Meio Ambiente

Cientistas descobriram que a água de poços cavados na bacia do Amazonas, para os moradores beberem água, está com o índice de arsênio 70 vezes superior ao permitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Já os níveis de manganês e os de alumínio estão 15 e 3 vezes superiores aos limites estabelecidos pela OMS, respectivamente.

A exposição ao arsênio pode causar câncer de fígado, rim e bexiga, doenças cardiovasculares, abortos espontâneos e problemas de desenvolvimento cognitivo em crianças. O manganês, em altas doses, pode provocar danos neurológicos permanentes.

“Devido aos rios contaminados, muitas comunidades rurais aproveitam a água subterrânea. Em algumas áreas da bacia do Amazonas, a água subterrânea contém estes elementos em concentrações potencialmente prejudiciais para a saúde humana”, disse a cientista e coordenadora do estudo, Caroline de Meyer, do Instituto Federal Suíça de Ciência e Tecnologia Aquáticas.

As comunidades rurais da bacia do Amazonas dependem dos rios e das chuvas para suprir suas necessidades de água. Entretanto, com o aumento da poluição causada pela mineração, a exploração florestal e as atividades industriais, os moradores criaram os poços.

Pesquisadores peruanos e brasileiros coletaram amostras dos poços com mais de 20 anos e alguns mais recentes em 250 locais do Amazonas, para medir as concentrações químicas. O estudo não examinou os impactos a saúde. Os resultados divulgados são preliminares e o estudo será apresentado na íntegra em uma publicação científica durante o ano.

** Com informações da AFP

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