Presidente da Audi é acusado de fraude por emissão de poluentes

(Foto: Reuters)

O presidente da montadora de carros de luxo Audi, Rupert Stadler, foi preso por suspeita de ocultação de provas na fraude em testes de emissões de poluentes de carros, também conhecido como Dieselgate.

A Audi, que pertence a Volkswagen, confirmou a prisão sem revelar mais detalhes e ressaltou que há ainda presunção de inocência do executivo.

Stadler e outro integrante da diretoria da Audi foram acusados de fraude no fim de maio, quando promotores de Munique realizaram uma operação de busca e apreensão nas residências dos dois suspeitos.

Segundo a AFP, a prisão de Stadler levou a Volkswagen a uma crise de liderança e um porta-voz da Porsche SE, companhia que controla a Volkswagen e a Audi, informou que a prisão do executivo será discutida em uma reunião do conselho de administração nesta segunda-feira (18).

A prisão acontece em um momento em que o novo presidente-executivo do grupo, Herbert Diess, está tentando mudar a estrutura de liderança e acelerar a migração das montadoras em direção dos veículos elétricos.

Em setembro de 2015, a agência americana do meio ambiente (EPA, sigla em inglês) acusou a Volkswagen de ter fraudado as emissões de poluentes de 11 milhões de veículo a diesel com um dispositivo que falsificava o resultado dos testes.

No início de junho, a Agência Federal dos Automóveis (KBA) ordenou o recall de quase 60 mil carros Audi A6 e A7, após encontrar o dispositivo de falsificação de poluentes nesses veículos.

** Com informações da AFP