Presidente do Ibama pede demissão ao ser acusada de gastos excessivos

(Foto: Divulgação)

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, publicou em sua conta no Twitter um contrato de R$28,7 milhões do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), assinado no final do governo Michel Temer.

O extrato informava que o contrato era para a “locação de veículos utilitários, sem motorista, com fornecimento de combustível e pagamento mensal fixo mais quilometragem livre rodada”.

A publicação foi retuitada pelo presidente Bolsonaro, que afirmou estar “desmontando rapidamente montanhas de irregularidades e situações anormais que estão sendo e serão comprovadas e expostas”

Nem Bolsonaro nem Salles deram detalhes sobre quais seriam as irregularidades na contratação de aluguel de carros.

Em nota divulgada neste domingo (06), a presidente do Ibama, Suely Araújo, disse a acusação não tem fundamento e que “evidencia completo desconhecimento da magnitude” do órgão ambiental.

De acordo com Araújo, “o contrato abrange 393 caminhonetes adaptadas para atividades de fiscalização, combate a incêndios florestais, emergências ambientais, ações de inteligência, vistorias técnicas etc., nos 27 estados brasileiros”.

A presidente também ressaltou que o valor do contrato foi reduzido e teve a aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). A verba para o patrulhamento da região Amazônica virá do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, e não do Ministério do Meio Ambiente.

Nesta segunda (07), a presidente do Ibama, Suely Araújo, pediu exoneração do cargo. A presidência do órgão ambiental será assumida pelo advogado e procurador federal Eduardo Fortunado Bim.

** Com informações da Veja e da Folha de S.Paulo