Projeto paranaense será executado na Antártica

(Foto: Pixabay)

Um dos pontos que será avaliado é a redução do gelo marinho, que tem um papel fundamental na produtividade de fitoplâncton, que pode contribuir com até 25% da produção global de material orgânico no Oceano Austral, explica o professor César de Castro Martins, coordenador do estudo.

“O fitoplâncton marinho fixa dióxido de carbono dissolvido na superfície do oceano através da fotossíntese. Este processo aumenta o fluxo de CO2 da atmosfera para o oceano e, portanto, desempenha um papel fundamental na mitigação do aquecimento global”, explica Martins.

O projeto “As múltiplas faces do carbono orgânico e metais no ecossistema subantártico: variabilidade espaço-temporal, conexões com fatores ambientais e a transferência entre compartimentos” (CARBMET) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi selecionado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR).

Durante 48 meses, o estudo será desenvolvido na região da Península Antártica, uma das poucas áreas preservadas no planeta para ver como os sistemas ecológicos e criosféricos respondem a mudanças ambientais ocorridas em escala local e global.

Com o derretimento do gelo marinho, metais-traço aprisionados são liberados nas águas superficiais interferindo na dinâmica biogeoquímica destes sistemas. Com o estudo, os cientistas esperam descobrir como o planeta pode ser afetado com as mudanças climáticas.

** Com informações do Bem Paraná