Quatro em cada dez consumidores estão preocupados com produtos ambientalmente corretos

A pesquisa de Perfil do Consumidor Consciente, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresenta percentuais importantes que comprovam que o consumidor brasileiro está cada vez informado e decide suas compras com parâmetros socioambientais.

O levantamento verificou que 37% dos brasileiros estão dispostos a pagar mais caro por produtos que minimizam o sofrimento animal (16% muito mais caro e 21% um pouco mais caro), considerando produtos iguais, sendo a única diferença os processos de produção, como, por exemplo, o animal viver de forma mais próxima do natural.

Em relação aos crimes ambientais, a pesquisa aferiu que seis em cada dez brasileiros já boicotaram marcas ou empresas por violações a direitos trabalhistas, testes ou maus-tratos a animais, crimes ambientais, discriminação de qualquer tipo ou posicionamento político, sendo que os crimes ambientais foram motivo para 38% dos entrevistadores deixarem de consumir produtos.

Além disso, 32% dos respondentes afirmam que optariam pelo produto ambientalmente correto caso o preço fosse igual, mostrando que esse pode ser um fator diferenciador para marcas que conseguem implementar iniciativas ambientais mantendo o preço de seus produtos competitivo.

Alimentos Orgânicos

Considerando dois alimentos iguais, com a diferença de que um é orgânico, ou seja, produzido sem agrotóxicos/pesticidas/defensivos agrícolas, 36% dos brasileiros aceitariam pagar mais caro pelo alimento orgânico (14% muito mais caro e 22% só um pouco mais caro). Outros 30% afirmam que escolheriam o alimento orgânico caso o preço fosse o mesmo e 30% não comprariam o alimento orgânico independentemente do preço.

Reciclagem

Em 2013, o lixo era separado para reciclagem no domicílio de 47% dos brasileiros, percentual que cresceu oito pontos percentuais nos últimos seis anos e chegou a 55% em 2019.

O principal material citado como separado são os plásticos em geral/garrafas PET (79%), alumínio (53%), papel, papelão e jornal (44%), vidro (39%). As embalagens longa vida (TetraPak) foram as únicas para as quais houve queda na separação pelas famílias: passou de 28%, em 2013, para 20%, em 2019.

A pesquisa foi realizada com 2.000 pessoas em 126 municípios. O período de coleta foi de 19 a 22 de setembro de 2019. Clique aqui para baixar o resumo da pesquisa, em Infográfico.