Ricardo Salles é condenado por improbidade administrativa

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
(Foto: Pedro Calado/ Secretaria do Meio Ambiente)

O advogado e futuro ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa ao promover alterações no plano de manejo de Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê.

A ação movida pelo Ministério Público acusava Salles de ter favorecido empresas de mineração em 2016, enquanto era secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Na decisão, o juiz Fausto José Martins Seabra da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo ressaltou que não houve prejuízo ao meio ambiente, já que o plano alterado por Salles não foi aprovado e que não houve incidência nas hipóteses mais graves dos artigos da lei de improbidade.

O juiz determinou a suspensão dos direitos políticos de Salles por três anos, pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público. O advogado pode recorrer da decisão.

Procurado pelo jornal Estado de S.Paulo, Salles disse que irá estudar a decisão com seus advogados e, possivelmente, recorrer. “O juiz diz na decisão com todas as letras que não houve nenhum benefício da minha parte, eu não auferi nenhuma vantagem pessoal”.

** Com informações do Estado de S.Paulo