Salles desiste de reduzir meta de preservação da Amazônia

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
(Foto: Gilberto Soares/ MMA)

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, recuou da proposta de substituir as metas de redução das queimadas e de desmatamento ilegal nos biomas por uma área preservada de 390 mil hectares, após resposta da área técnica do Ministério da Economia. A informação é do jornal O Globo.

As metas de preservar os biomas e reduzir em 90% o desmatamento ilegal até 2023 integram o Plano Plurianual (PPA) aprovado pelo Congresso em 2019.

Segundo a pasta, a alteração do PPA é um ajuste para o período, mas que não muda a meta final de zerar o desmatamento ilegal até 2030. “O Brasil já tem meta de redução de 100% do desmatamento ilegal até 2030, a qual está mantida. As metas intermediárias devem indicar os programas que serão utilizados ao longo dos próximos 10 anos para alcançar a meta total e é isso que está sendo ajustado no PPA”, afirmou o ministério em nota.

O Ministério da Economia informou, em nota, que concorda com o ajuste das metas propostas pelo MMA e de tornar a meta do PPA “compatível com as metas definidas no Acordo de Paris”.

“As metas intermediárias devem indicar os programas que serão utilizados nos próximos 4 anos para contribuir para zerar o desmatamento ilegal em 10 anos, e é isso que está sendo ajustado no PPA”, disse o ministério.