Sínodo da Amazônia termina com alerta sobre meio ambiente

(Foto: Divulgação Vaticano)

O Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia divulgou um documento em que os membros da igreja alertam sobre a destruição da floresta e defendem uma “conversão ecológica e cultural” para defender o bioma.

De acordo com o texto, a Amazônia é o ‘coração biológico’ do planeta, mas está cada vez mais ameaçada e é necessário “mudanças radicais com grande urgência, uma nova direção que permita salvá-la”. 

A adoção da ecologia integral é o futuro na região. Para o Papa Francisco, os problemas ecológicos não podem ser vistos de forma separada dos problemas sociais.

Entre as ameaças à vida na floresta listadas estão: a “apropriação e privatização de bens da natureza, como a água; concessões madeireiras legais e a entrada de madeireiros ilegais; caça e pesca predatórias; megaprojetos não sustentáveis”, entre outros.

O documento aponta que o crescimento acelerado das metrópoles amazônica é acompanhado de problemas sociais, principalmente, em relação aos povos indígenas, como a pobreza, a falta de moradia, a falta de trabalho, o aumento do consumo de drogas e álcool, e problemas de delinquência juvenil.

A igreja também se comprometeu a ser aliada dos povos amazônicos para denunciar os ataques à vida das comunidades e a falta de demarcação de seus territórios; e a incentivar a adoção de energias limpas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e combater às mudanças climáticas.

O documento também propôs a criação do pecado ecológico, uma ação ou omissão contra Deus, as próximas gerações, a comunidade e o meio ambiente. 

O Papa Francisco anunciou que pretende criar um departamento dedicado exclusivamente a Amazônia dentro do Vaticano e escrever, até o fim do ano, um documento com suas decisões após os debates do sínodo, a chamada “exortação apostólica pós-sinodal”.

** Com informações do G1