Tanque da Vale vaza poluentes no mar do Espírito Santo

(Foto: Fred Loureiro/ Secom)

Nesta segunda-feira (04), o Ministério Público Federal do Espírito Santo (MPF-ES) requisitou a instauração de um inquérito policial para apurar o vazamento de efluentes de um tanque da mineradora Vale no terminal de Praia Mole, no Espírito Santo.

O vazamento foi detectado na última sexta-feira (01) pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), que identificou poluentes, como minério de ferro, calcário e bentonita.

Segundo a diretora-presidente do Iema, Andreia Carvalho, os efluentes podem ter sido gerado durante o processo industrial e de drenagem e até que se prove o contrário, o episódio é considerado grave.

“Até que a empresa comprove a não ocorrência dessa gravidade, nós consideramos grave. Ao nosso ver, há danos, há impacto no mar e há possível impacto na areia”, disse.

O Instituto enviou amostras da água do vazamento para análise. O resultado deve ficar pronto em 15 dias.

A investigação do MPF-ES visa determinar se o vazamento é crime ambiental, conforme previsto pela Lei 9.605/ 98. Para isso, o inquérito irá apurar: se os dispositivos de contenção/tratamento são adequados para evitar o vazamento para o mar; se, de fato, houve tratamento do material antes chegar ao mar; se houve mortandade de peixes ou fauna marinha; se acarretou dificuldade ou impediu o uso público das praias da região; se caracteriza, de acordo com as normas ambientais, lançamento de resíduos em desacordo com o estabelecido em leis e regulamentos.

Procurada pelo G1, a Vale informou que os resíduos estão “dentro dos parâmetros técnicos no licenciamento. O relatório será encaminhado ao Iema, conforme prevê o procedimento. A empresa reforça que adotou todos os procedimentos de controle previstos e que todos os equipamentos do sistema de drenagem estão funcionando normalmente”, diz a nota.

** com informações do G1