Três barragens do complexo se romperam em Brumadinho

(Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação)

O Ministério do Meio Ambiente informou que três barragens do mesmo complexo da mineradora Vale, em Brumadinho, se romperam, e não apenas uma. A Vale detém outras estruturas para armazenamento de materiais no mesmo local.

De acordo com o MMA, a equipe do núcleo de prevenção e atendimento a emergências ambientais do Ibama já está no local em conjunto com servidores da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais.

O rompimento aconteceu na região do córrego do Feijão, na altura do km 50 da rodovia MG-040. Estima-se que as barragens tinham volume de 12,7 milhões de m³ de rejeito. Os rejeitos atingiram a área administrativa e o refeitório da empresa e a comunidade Vila Ferteco.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros estima que já são ao menos 200 desaparecidos na região do município. Até o momento, sete pessoas foram encontradas e estão no hospital João XXIII.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou, que a Mina do Feijão e a Barragem 1 “estão devidamente licenciados” e “as causas e responsabilidades pelo ocorrido serão apuradas pelo governo de Minas”.

Segundo a Agência Nacional de Mineração (AMN), a estrutura estava classificada como “baixo risco”, em que há a possibilidade de haver algum desastre e rompimento da infraestrutura. Outra análise do Cadastro Anual de Barragens aponta que o dano potencial de um rompimento da barragem é alto.

Em entrevista à Rádio Regional FM.net, de Brumadinho, Bolsonaro disse que “algo está sendo feito errado” a respeito das barragens de rejeitos de mineração e que o governo está trabalhando para diminuir o impacto da tragédia.

“Vamos tentar diminuir o tamanho do mal que essa barragem, ao se romper, proporciona ao meio ambiente e junto à população. Não quero culpar os outros pelo que está acontecendo, mas algo está sendo feito errado ao longo dos tempos”, disse.

O presidente também anunciou a criação de um gabinete de crise no Palácio do Planalto para acompanhar a situação e coordenar os esforços de todos os ministérios e confirmou que visitará a região amanhã (26).

“Ficaremos antenados 24 horas por dia para prestar informações à população, para colhê-las também, de modo que possamos minimizar mais essa tragédia depois da [tragédia] de Mariana. A gente esperava que não tivesse uma outra, até por uma questão daquela servir de alerta, mas infelizmente temos esse problema agora”, pontuou.

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o desastre em Brumadinho (MG)  não pode ser atrelado ao governo Bolsonaro e que o Palácio do Planalto atuou com agilidade após o rompimento da barragem.

Questionado se o Brasil não aprendeu com o desastre de Mariana, Mourão ressaltou que, ao contrário das estatais subordinadas ao governo, a Vale é uma empresa privada.

“Essa conta não pode vir pra gente, não pode vir para nosso governo. Porque nós assumimos faz 30 dias. Ali é uma empresa privada, a Vale é uma empresa privada. É preciso apurar o que houve”, afirmou Mourão.

** Com informações do jornal O Globo e Veja