Vale sabia do aumento do risco de rompimento da barragem em Brumadinho

(Foto: Divulgação)

Em outubro de 2018, a Vale reclassificou a barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, como “zona de atenção”, após constatar que era duas vezes maior o nível máximo de risco individual, revela reportagem da Agência Reuters.

De acordo com o documento “Resultados da Gestão Geotécnica de Riscos”, era necessário que “todos os controles de prevenção e mitigação estivessem sendo aplicados” na barragem. Caso contrário, o prejuízo seria superior à US$1,5 bilhão e tinha o potencial de matar mais de cem pessoas.

O rompimento da barragem em Brumadinho é a tragédia da mineração com maior número de mortes no Brasil. Até esta segunda-feira (11), foram confirmados 165 mortos e 155 ainda seguem desaparecidos.

Outro relatório interno de 2017 já apontava que a barragem tinha chance de colapso. O documento afirma que qualquer estrutura com uma chance anual de falha acima de 1 em 10.000 deve ser levada à atenção do diretor executivo e do conselho.

Em Brumadinho, foi registrada a falha de 1 em 5.000 ou o dobro do “nível máximo de risco individual”.

Segundo o relatório, a liquefação estática e a erosão interna foram apontadas como as causas mais prováveis ​​de uma falha potencial.

Ainda não se sabe a causa do rompimento da barragem,mas evidências apontavam para a liquefação, quando um material sólido perde força e rigidez e se comporta mais como um líquido.

** Com informações da Reuters