Continuam trabalhos de resgate à vítimas na tragédia de MG

imagem - Folha de S.Paulo

É desolador ver as imagens da destruição na cidade de Mariana, após o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, na tarde desta quinta-feira (5).

Casas foram soterradas e destruídas, carros foram arrastados. As estradas que dão acesso ao local estão interditadas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ainda não há confirmação de vítimas, mas não está descartada a hipótese de moradores e funcionários da mineração tenham sido soterrados.

De acordo com o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, que coordena o núcleo de Combate ao Crimes Ambiente, foi um “acidente sem precedentes”. Uma equipe do Ministério Público deve fazer um sobrevoo nesta sexta-feira (6) para avaliar os danos causados pelo rompimento. Ainda segundo o promotor, as responsabilidades pelo acidente serão apuradas com rigor.

A mineradora Samarco, joint venture da Vale com a australiana BHP, informou nesta quinta-feira que uma barragem de rejeitos da sua unidade Germano se rompeu nesta quinta-feira, atingindo um distrito de Mariana, em Minas Gerais.

Com o rompimento da barragem do Fundão, a comunidade próxima de Bento Rodrigues foi afetada, segundo a assessoria de imprensa da Samarco, uma das maiores exportadoras do Brasil.

Segundo a agência Reuters, a Samarco produz principalmente pelotas de minério de ferro, a partir da transformação de minerais de baixo teor em um produto nobre, de alto valor agregado, e comercializado para a indústria siderúrgica mundial.

A capacidade produtiva da Samarco é de aproximadamente 30 milhões de toneladas anuais, segundo informação do site da companhia.