Ações da controladora da mineradora Samarco caem na Oceania

imagem - Folha de S.Paulo

As ações da anglo-australiana BHP Billiton, a maior mineradora do mundo em valor de mercado, fecharam em baixa de 2,5% na Bolsa de Sydney nesta sexta-feira, após duas barragens de rejeitos da Samarco romperem na tarde de ontem em Mariana, no Estado de Minas Gerais. A BHP tem participação de 50% na Samarco, com o restante controlado pela Vale.

Fundada em 1977, a mineradora Samarco é atualmente uma controlada pelas gigantes do setor Vale (50%) e a anglo-australiana BHP Billiton (50%). Fabricante de pelotas – pequenas bolinhas de minério de ferro usadas na produção de aço – a empresa é a 10ª maior exportadora do País. Com operações em Minas Gerais e no Espírito Santo, a Samarco tem capacidade para produzir 30,5 milhões de toneladas anuais de pelotas, que são destinadas a clientes em mais de 20 países.

A SAMARCO é a segunda maior empresa global no segmento de pelotas.

Na unidade de Germano, em Minas Gerais, onde ocorreu o rompimento da barragem ontem, a Samarco opera três concentradores. Os equipamentos são usados para beneficiar o minério de ferro extraído das minas da companhia na região. O sistema de produção da empresa se completa com quatro usinas de pelotização (que transformam o minério nas pelotas) instaladas em Ubu, no município de Anchieta, no Espírito Santo.

As operações nos dois estados que são interligadas por três minerodutos com 400 quilômetros de extensão cada, além de um terminal marítimo próprio em Ubu e dois escritórios internacionais, em Amsterdã (Holanda) e Hong Kong (China) e um nacional, em Vitória (ES). Ao todo a Samarco estima gerar cerca de 2,9 mil empregos diretos e 3,5 mil empregos indiretos.

A empresa foi transparente na condução das informações iniciais – com comunicado de imprensa e vídeo do presidente nas mídias sociais.

Espera-se agora, informações mais detalhadas sobre o potencial de contaminação dos rejeitos e os possíveis problemas ambientais.