14 tendências que vão impactar o setor de FFLV em 2021

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A Produce Marketing Association (PMA) Brasil apresentou as principais tendências e desafios para o setor de Flores, Frutas, Legumes e Verduras (FFLV), nesta quinta-feira (29), no webinar “O Novo Extraordinário”.

A entidade aponta 14 tendências que devem impactar o setor no próximo ano, com base nas discussões na indústria, entre os agricultores e as mudanças no comportamento do consumidor:

1 – Segurança do alimento: As empresas têm se esforçado para garantir a segurança alimentar.

Para Ivo Tunchel, diretor da Stepac Brasil, nem todas as indústrias estão alinhadas com a segurança alimentar. Ele ressaltou que é importante para as empresas serem transparentes com o consumidor. “As pessoas querem ter certeza de que o que elas estão consumindo é um produto de qualidade e seguro”, disse.

2 – Rastreabilidade: Alex Lee, da Fazenda Rio Bonito, ressalta que a rastreabilidade é obrigatória no setor de orgânicos e que, ao contrário do que muitos pensam, é uma ferramenta que traz credibilidade a empresa.

“Sem rastreabilidade, você não sabe ao certo a origem do produto, de quem veio. A rastreabilidade é fundamental hoje. Não é algo que você gostaria de fazer, é algo que você precisa fazer”, disse. “É muito importante que as pessoas entendam que a rastreabilidade não é um fardo a se carregar, é algo que vai melhorar os seus processos, sua empresa e fazer que a sua empresa tenha mais credibilidade no mercado”.

3 – Tecnologia: É uma oportunidade e é essencial para cada negócios. Na produção de orgânicos, a tecnologia é fundamental para o agricultor produzir os produtos de qualidade que o mercado exige.

“Temos que investir em tecnologia muito mais do que o normal. Não temos quase recurso nenhum para trabalhar. Então o pouco que a gente tem, tem que ser usado da melhor forma possível. Hoje, sem tecnologia, o produtor não tem condições de entregar aquilo que o varejo exige”, disse Alex Lee.

A tecnologia também ajuda a aumentar a produtividade, o que levará a redução de preços, a maior acessibilidade e maior venda.

4 – E-commerce: Com a pandemia, o e-commerce se tornou um canal de venda para o setor de FLV. No pós-pandemia, a expectativa é que a compra de produtos frescos online decole. Mas ainda há muitos desafios a serem superados. No caso das flores, que são compradas por impulso, é necessária uma estratégia para incluí-las na compra online do varejo.

“Para falar para o consumidor, através de uma venda que ele não vê o que ele está comprando, ele não tem a sensação do toque, do cheiro, ele tem que ter uma relação de confiança extremamente elevada, a gente precisa trabalhar”, pontuou Giampaolo Buso, presidente da PMA Brasil.

5 – Sustentabilidade: As empresas estão olhando para a sustentabilidade e passando por uma série de desafios climáticos que podem afetar a produtividade e a próxima safra. Olhar para a sustentabilidade é fundamental para o negócio das empresas.

“Não é uma equação simples e fácil para quem produz. Temos que usar tecnologia na aplicação do negócio e na previsibilidade. A sustentabilidade pode ser traduzida como vitalidade. Ou seja, se eu não praticar essas atitudes coerentes no meu negócio, não sobrevivo, não consigo perenizar não só como negócio, mas como ser humano. Então é vital para a nossa operação”, afirmou Buso.

6 – Saúde: Os clientes buscam mais qualidade de vida, novos hábitos de consumo mais saudáveis para si e para as suas famílias. A saúde é uma preocupação que foi intensificada. A tendência de nutrição personalizada tende a ganhar espaço e estima-se que ela poderá gerar receitas anuais de 64 bilhões de dólares em 20 anos. Em cinco anos, a renda será dobrada de 8 bilhões para 16 bilhões de dólares.

7 – Cozinhar em casa: O isolamento social, o home-office e o medo de ir a restaurantes fizeram as pessoas se interessarem mais pela culinária e a cozinharem mais em casa. Esta é uma tendência que deve se manter no pós-pandemia.

8 – Consumidor mais responsável: O consumidor está maus austero com as suas ações de compra. Em uma economia que está sofrendo, o consumidor vai ter menos dinheiro e selecionará mais o que vai comprar.

9 – Fresh cut: A seção de alimentos pré-cortados deve voltar a crescer aos poucos com volta para os escritórios, a abertura de parques, áreas de lazer, entre outros.

10 – From Farm to Fork: preferência pelo consumo de produtos locais. O movimento está forte na Europa e prevê a valorização e preservação do meio ambiente e promove o alimento justo. O Farm to Fork é uma estratégia para fazer a transição para uma agricultura sustentável.

11 – Olhar para o alimento como essencial: O setor de FFLV é essencial para a vida, para a saúde e para o nosso futuro. O setor deve defender o valor da produção.

“Cada marca deve se comportar como uma marca de saúde e bem-estar. Porque as marcas com este comportamento usam fatos e a ciência para gerar confiança e empatia. E o setor de Flores, Frutas, Legumes e Verduras podemos trabalhar com isso, com a ciência e com a confiança dos consumidores”, analisou Valeska de Oliveira, representante da PMA Brasil.

12 – Educação, qualificação e inclusão: assuntos como raça e gênero ainda não são muito debatidos no setor de FFLV no Brasil. Mas há um debate forte na indústria global, que também tem valorizado a informação de boa qualidade e a questão da educação pelas empresas.

13 – Investidores financeiros: Com a pandemia, o setor de FFLV atraiu a atenção de investidores. É um setor que está dando retorno por ser essencial.

14 – Propósito: A indústria de FFLV inspira os consumidores a terem hábitos mais saudáveis. Nos últimos sete meses, o propósito empoderou as empresas e será uma área chave para os empregadores. As empresas guiadas pelo proposito se saem melhor diante do público.