Adubação e irrigação melhoram o desempenho de pomares na Região Sul

(Foto: Pixabay)

A associação entre irrigação e adubação (fertirrigação) é capaz de driblar os efeitos negativos das mudanças climáticas no cultivo de maçãs na Região Sul do país, revela novo estudo da Embrapa Uva e Vinho.

De acordo com o estudo, a aplicação simultânea de fertilizantes e água resultou em plantas mais equilibradas e com um aumento médio de produtividade de 34% para cultivares do Grupo Gala e superior a 120% para Fuji Suprema.

A união das técnicas é uma solução para enfrentar a escassez de chuvas e o forte calor, além de aumentar a produtividade e gerar maçãs mais vermelhas, uniformes e graúdas.

O pesquisador da Embrapa, Gilmar Ribeiro Nachtigall, analisa que apesar dos custos da irrigação por hectare, que pode variar de R$8 mil a R$10 mil, o retorno do investimento é rápido e ocorre no primeiro ou segundo ano de produção.

Nachtigall garante que o uso da irrigação e da fertirrigação tem benefícios específicos. Logo após o plantio e durante todo o crescimento, a disponibilização da quantidade certa de água garante macieiras mais bem formadas, com maior número de ramos. Os resultados indicam que as plantas irrigadas começam a produzir frutos antecipadamente, ou seja, um ano antes do que no sistema convencional (sem irrigação), reduzindo os custos de implantação do pomar.

A Embrapa estima que a área de macieira com irrigação ou fertirrigação no sul do Brasil ultrapassa os 200 hectares, número que possui potencial de crescimento expressivo nos próximos anos.