Agrofloresta é alternativa de desenvolvimento na Amazônia

(Foto: Unsplash)

Os sistemas agroflorestais, também conhecidos como agroflorestas, podem gerar benefícios superiores nas dimensões social, ambiental e também econômica em relação ao modelo convencional.

O resultado é de um novo estudo realizado pelo WWF-Brasil, em parceria com a Universidade Federal do Acre, a Embrapa Acre e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre.

A pesquisa testou dois modelos diferentes em duas áreas de solo distintas na Reserva Extrativista Chico Mendes, no município de Xapuri (AC).

Os dois sistemas produtivos estudados se provaram não apenas viáveis técnica e financeiramente, mas também bastante atrativos como alternativa de investimento.

De acordo com o estudo, a mão de obra representa a maior parte dos custos totais das áreas avaliadas, o que indica o alto potencial de geração de trabalho e renda, e uma oportunidade de inclusão social e produtiva das mulheres e jovens residentes na zona rural.

“Este estudo mostra que existem outras alternativas de desenvolvimento para a Amazônia e ocupação de áreas já abertas, que conciliam o clima, e todo o seu potencial de produção, com um sistema com funções similares à da floresta nativa.  Além dos benefícios ambientais, este sistema é mais inclusivo, fortalece a economia local e a segurança alimentar. Precisamos sair da lógica do desmatamento para pecuária. A floresta vale muito mais em pé e existem modelos melhores para ocupar as áreas já desmatadas”, avalia Edegar de Oliveira Rosa, diretor de conservação e restauração do WWF-Brasil.

Segundo dados do Cadastro Ambiental Rural – CAR, o Estado do Acre possui um passivo ambiental de 302.177 hectares, dos quais 117.983 estão localizados em pequenas e médias propriedades. Neste contexto, as agroflorestas possuem enorme potencial de restauração desses passivos nas áreas de agricultura familiar e agroextrativista, possibilitando agregar geração de renda na atividade.