Fim das queimadas na colheita da cana em SP

(Foto: Pixabay)

A queima da palha da cana-de-açúcar causa polêmica há anos. O Ministério Público Federal pediu a proibição das queimadas pelo impacto causado pelo fogo ao meio ambiente. Usada para facilitar o corte manual da cana, estava autorizada até 2017 em áreas com até 150 hectares.

“Ela prejudica o meio ambiente, na verdade, a atmosfera, os rios, o próprio solo. Nessas épocas de queimada a gente vê um aumento das internações com problemas respiratórios”, afirma o procurador da República Svamer Adriano Cordeiro.

O MPF quer que a Companhia Ambiental de São Paulo faça estudos mais detalhados antes de autorizar as queimadas. A Cetesb diz que faz os estudos determinados por lei e que vai cumprir a decisão judicial

A Associação de Plantadores de Cana declarou que vai recorrer da decisão. O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar e exportador de açúcar do mundo gerando mais de 2 bilhões de dólares por ano na balança comercial brasileira. O Estado de São Paulo é responsável por mais de 60% de toda produção nacional de açúcar e etanol e, também, por mais de 70% das exportações. A região de Ribeirão Preto é responsável por 45% do total produzido no estado e vários outros municípios têm grandes áreas de plantio com diversas usinas instaladas.

Entre 1990 e 2015, as emissões de gases de efeito estufa  geradas pela colheita da cana-de-açúcar foram reduzidas em 44% no Estado de São Paulo, segundo o 1º Inventário de Emissões Antrópicas de Gases de Efeitos Estufa Diretos e Indiretos, realizado pela Embrapa Meio Ambiente (SP), seguindo a mais recente metodologia publicada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).