Futuro do agronegócio está na inovação

(Foto: Pixabay)

A inovação é fundamental para que o agronegócio mantenha o Brasil na liderança dos países produtores de alimentos. Mas é preciso mais investimento em tecnologia, afirma Celso Moretti, presidente da Embrapa.

Para Moretti, o Brasil é muito bom em gerar conhecimento, mas precisa ampliar a capacidade de transformar conhecimento em inovação. A importância do agro no PIB – em torno de 22% – reforça a tese de que, com tecnologia e pesquisa, o Brasil vai conquistar mais destaque na garantia de alimentos para uma população mundial crescente.

“Eu ainda me surpreendo com a quantidade de soluções geradas [pela Embrapa]”, comenta, dando como exemplos o lançamento da nova variedade de açaí, o BRS Pai d’égua e o bioinsumo que disponibiliza fósforo armazenado no solo e representa economia de mais de 5 milhões de toneladas de fosfato importados pelo país anualmente.

Entre as prioridades da pesquisa, voltada à inovação e soluções tecnológicas, o presidente da Embrapa chama a atenção para áreas como agricultura digital, integração lavoura pecuária floresta, edição genômica e bioeconomia, nas quais é preciso avançar ainda mais.

A economia de base biológica representa uma oportunidade importante para que o Brasil se torne referência mundial em bioeconomia, como o projeto desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, que coordenaram uma expedição de 7 mil quilômetros pelos rios da bacia amazônica, para coletar microorganismos que poderão ser usados para controlar pragas e doenças.

Quanto às parcerias, Celso Moretti disse que é preciso seguir na busca pela aproximação cada vez maior com o setor privado, assim como com universidades e Oepas, no desenvolvimento de projetos. “Também é necessário capturar mais valor nos ativos colocados no mercado e com isso buscar reduzir a dependência dos recursos do tesouro nacional, sem prescindir das parcerias com o setor privado”, garantiu.