Indústria de produtos biológicos vive novo ciclo de inovação

Inseto em uma planta
(Foto: Pixabay)

O controle biológico deixou de ser agricultura alternativa e está cada vez mais integrado às estratégias da gestão produtiva. A análise foi apresentada pelo pesquisador e professor da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq/USP), José Roberto Postali Parra, durante uma conferência em Londrina (PR).

De acordo com o professor, há uma mudança de cultura do produtor. Antes, o agricultor se preocupava em apenas controlar um inseto, agora, o controle abrange outras formas de manejo, como biofertilizantes, bioestimulantes e bioagentes.

Antes, a liberação de insetos era feita em pequenas quantidades e as populações de inimigos naturais aumentava lentamente. Hoje, o volume de produção de insetos produzidos nas biofábricas, associado às novas tecnologias de liberação, permite uma ação muito mais rápida, precisa e com resultados reais.

Apesar do avanço, o Brasil ainda precisa enfrentar mitos e desafios, alerta Parra. Como consolidar um modelo de controle e produção para a agricultura tropical mais sustentável; a resistência de produtores a novas estratégias; o mito de que a tecnologia é fácil de produzir e seu custo deveria ser menor, sem se observar aspectos sociais e biológicos.

** Com informações da Embrapa