Ministra Tereza Cristina diz que Brasil precisa exercer a sustentabilidade

Ministra Tereza Cristina fala sobre sustentabilidade
(Foto: Reprodução Congresso ABAG)

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse, nesta segunda-feira (03), que o mundo pós-Covid exigirá mais medidas sanitárias e sustentabilidade do agronegócio brasileiro, durante seu discurso na abertura do Congresso Brasileiro do Agronegócio 2020.

“No pós-pandemia, muitas coisas mudarão no jeito de acontecer. Teremos um mundo cada vez mais exigente em sanidade, em sustentabilidade. Nós precisamos exercitar no nosso país a sustentabilidade”, disse.

A ministra ressaltou que o Brasil é uma potência agrícola ambiental e um dos únicos países que consegue produzir alimentos ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente.

“Temos melhorado muito a nossa pecuária, diminuindo o uso da terra e aumentando a produtividade. Estamos diversificando vários produtos que antes produzíamos muito pouco (…) O Brasil tem terras, tem água, tem clima e tem tecnologia”, pontuou.

O presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Marcello Brito, concorda e acrescenta que a preocupação com a saúde, a sanidade e a sustentabilidade são indicativos de um novo paradigma mundial de desenvolvimento “moderno, verde, de baixo carbono e socialmente justo e integrativo”.

O executivo criticou a postura do governo brasileiro e a falta de ação para combater o desmatamento. Brito alerta que o Brasil “precisa aprender a se mostrar sério” e a cuidar do meio ambiente, principalmente, a Amazônia.

“Os desmatamentos e queimadas ilegais na Amazônia são criminalidades a serem efetivamente atacadas com a necessária convergência dos poderes de estados e os agentes de mercado. O Brasil tem todas as ferramentas para combater a ilegalidade. Manter sob sigilo dados das ferramentas em poder dos governos tem beneficiado criminosos. Desmatamento ilegal, eventos climáticos extremos e perda da diversidade são ruins para a sociedade. É péssimo para o nosso negócio. No agro, vivemos da natureza e dos serviços ambientais”, disse.

Ele lembrou que, nas últimas semanas, fundos de investimentos e mais de 60 empresas demandaram ações concretas contra o desmatamento e a ilegalidade, e pediram a criação de políticas de avanço socioambiental e a promoção de uma economia sustentável.

O presidente do Conselho Diretor da Abag, Marcello Brito, também anunciou que a Associação Brasileira do Agronegócio é a primeira associação global do agro a neutralizar todas as suas emissões de gases de efeito estufa (GEE)  em 2019.

Para neutralizar as suas emissões, a Abag usou o mercado de Créditos de Descarbonização (CBIO), criado pela Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Também participaram da abertura do Congresso: Gilson Finkelsztain, CEO da B3; Gustavo Junqueira, Secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; Alceu Moreira, Deputado Federal, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária; e Tarcisio Gomes de Freitas, Ministro da Infraestrutura.