Produção agrícola e preservação ambiental não se anulam, diz estudo

(Foto: Pixabay)

Restaurar áreas degradadas no meio ambiente não significa a perda de área produtiva. Ambos podem coexistir. A conclusão é de um estudo divulgado pelo Instituto Internacional para Sustentabilidade.

O estudo aponta que é possível recuperar 12 milhões de hectares de terras, ter desmatamento zero e liberar mais de 30 milhões de hectares para o aumento da produção agrícola.

“Plantios próximos de florestas vão trazer mais polinizadores e maior ganho econômico. O relatório mostra que a recuperação do solo degradável é viável”, avalia Renato Crouzeilles, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os pesquisadores estimam que o Brasil tem pastagens totalmente improdutivas, com menos de uma cabeça de gado em uma área equivalente ao estádio do Maracanã.

Para viabilizar a restauração da vegetação nativa em larga escala no país, é necessário: sensibilizar o produtor para que a restauração ocorra; recursos financeiros para viabilizar a restauração dos solos degradados; fazer planejamento espacial; entre outras ações. 

A pesquisa projeta que com a sinergia entre meio ambiente, a produtividade agrícola nacional pode ser incrementada em até 90%.

A restauração do solo também pode criar empregos, gerar renda, além de garantir a segurança alimentar, hídrica e energética, e à redução da pobreza.

** Com informações da Agência Brasil